O coronel Jorge Amaral, subchefe de comunicação da FAB (Força Aérea Brasileira), confirmou neste sábado (6) que foram resgatados destroços e corpos de passageiros do Airbus-330 da Air France, que desapareceu domingo após decolar do Rio com destino a Paris.
Marco Túlio Moreno, parente de uma das vítimas, informou à GloboNews que foram resgatados dois corpos, do sexo masculino, além de uma poltrona, uma valise de couro, com um bilhete do voo, e uma mochila. A Aeronáutica informa que os objetos podem não ser dos passageiros do voo 447.
Três peritos e um papiloscopista (responsável por colher e analisar impressões digitais) da Polícia Federal chegaram hoje a Pernambuco para ajudar na identificação dos corpos.
Reportagem publicada pela Folha informa que uma mensagem automática enviada pelo Airbus mostra que o leme do avião, peça aerodinâmica essencial para o voo, quebrou.
A mensagem ocorreu no primeiro dos quatro minutos finais do AF 447, em que foram emitidos 24 alertas, indicando que um problema estrutural pode ter desencadeado o acidente com o avião que levava 228 pessoas.
Voo 447
O voo 447 da Air France desapareceu sobre o oceano Atlântico na noite de domingo (31). O avião decolou por volta das 19h do aeroporto Tom Jobim, no Rio, com destino a Paris e fez o último contato com o comando aéreo brasileiro por volta das 22h30 de domingo.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na terça-feira que o Airbus da Air France caiu a aproximadamente 400 milhas (740 km aproximadamente) do arquipélago de Fernando de Noronha (PE).
Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.
sábado, 6 de junho de 2009
Aeronáutica confirma resgate de corpos de passageiros do Airbus
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Franceses dizem que é cedo para descobrir motivos dos 24 sinais de pane de Airbus
O Airbus A330-200 da Air France que desapareceu no Oceano Atlântico na madrugada de segunda-feira emitiu 24 sinais de anomalias em seus sistemas durante os quatro minutos anteriores a sua saída da zona de monitoramento do radar, informaram hoje os investigadores franceses.
Essa informação, a primeira divulgada pelo Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), dá pistas mais seguras sobre o que pode ter ocorrido, embora ainda seja "prematuro" concluir quais foram as causas do acidente.
UOL
Essa informação, a primeira divulgada pelo Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), dá pistas mais seguras sobre o que pode ter ocorrido, embora ainda seja "prematuro" concluir quais foram as causas do acidente.
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Visita organizada pela FAB em PE foi "teatro", diz parente
Organizada pela Aeronáutica, a visita de parentes de passageiros do voo AF 447 ao Cindacta-3, em Recife, ontem de manhã, foi descrita por um dos dez participantes do grupo como um "teatro". Para Newton Marinho, irmão de um desaparecido, a palestra dos militares poderia ter sido feita no Rio, onde as famílias são atendidas pela Air France.
Voo 447: piloto automático estava desligado, diz francês
Sinais enviados pelo Airbus A330, que desapareceu quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, mostram que o piloto automático estava desligado, de acordo com o diretor do escritório francês de investigação e análise, Paul-Louis Arslanian. Segundo ele, não está claro se o piloto automático foi desligado pelos pilotos ou parou de funcionar por causa das leituras divergentes sobre a velocidade do avião.
A Airbus, fabricante da aeronave, afirma que as investigações descobriram que o voo AF 447 recebia leituras inconsistentes de diferentes instrumentos, enquanto enfrentava uma intensa tempestade. O chefe da investigação francesa sobre o desaparecimento do Airbus, Alain Bouillard, afirmou que "nós temos mensagens que mostram que o piloto automático não estava funcionando."
Arslanian declarou que investigadores estão analisando 24 mensagens enviadas automaticamente pelo avião durante os últimos minutos do voo e disse ainda que os investigadores vasculham uma região de centenas de milhas em busca dos destroços.
Segundo ele, é vital localizar um sinalizador chamado "pinger", que deveria estar atado à caixa-preta que grava as vozes na cabine de comando e dados dos instrumentos de navegação do voo, e que pode estar submerso nas profundidades das águas do Atlântico. Esse aparelho é capaz de transmitir sinais de orientação ao atingir a água. "Nós não temos certeza de que o pinger estava atado aos gravadores", afirmou Arslanian, que segurava um aparelho semelhante na palma de sua mão. "É por este aparelho que nós estamos procurando", afirmou.
Investigadores estão tentando determinar a localização de possíveis destroços no oceano com base na altura e velocidade do avião no momento da última mensagem recebida. Mas as correntes também podem ter espalhado os destroços para áreas muito distantes do fundo do oceano. "Vejam a complexidade do problema", disse.
Laurent Kerleguer, um engenheiro especializado em fundo do mar que está trabalhando com a equipe de investigação, declarou que a região mais provável para localização dos destroços é entre uma profundidade de 15.112 pés (4.606 metros) até 2.835 pés (864 metros) abaixo do nível do mar. De acordo com Kerleguer, a salinidade da água e as temperaturas podem afetar a velocidade do percurso do sinal.
A aeronave da Air France desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris. De acordo com a companhia e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 58 brasileiros embarcaram na aeronave. O último contato do Airbus ocorreu às 23h14 de domingo. As informações são da Associated Press.
A Airbus, fabricante da aeronave, afirma que as investigações descobriram que o voo AF 447 recebia leituras inconsistentes de diferentes instrumentos, enquanto enfrentava uma intensa tempestade. O chefe da investigação francesa sobre o desaparecimento do Airbus, Alain Bouillard, afirmou que "nós temos mensagens que mostram que o piloto automático não estava funcionando."
Arslanian declarou que investigadores estão analisando 24 mensagens enviadas automaticamente pelo avião durante os últimos minutos do voo e disse ainda que os investigadores vasculham uma região de centenas de milhas em busca dos destroços.
Segundo ele, é vital localizar um sinalizador chamado "pinger", que deveria estar atado à caixa-preta que grava as vozes na cabine de comando e dados dos instrumentos de navegação do voo, e que pode estar submerso nas profundidades das águas do Atlântico. Esse aparelho é capaz de transmitir sinais de orientação ao atingir a água. "Nós não temos certeza de que o pinger estava atado aos gravadores", afirmou Arslanian, que segurava um aparelho semelhante na palma de sua mão. "É por este aparelho que nós estamos procurando", afirmou.
Investigadores estão tentando determinar a localização de possíveis destroços no oceano com base na altura e velocidade do avião no momento da última mensagem recebida. Mas as correntes também podem ter espalhado os destroços para áreas muito distantes do fundo do oceano. "Vejam a complexidade do problema", disse.
Laurent Kerleguer, um engenheiro especializado em fundo do mar que está trabalhando com a equipe de investigação, declarou que a região mais provável para localização dos destroços é entre uma profundidade de 15.112 pés (4.606 metros) até 2.835 pés (864 metros) abaixo do nível do mar. De acordo com Kerleguer, a salinidade da água e as temperaturas podem afetar a velocidade do percurso do sinal.
A aeronave da Air France desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris. De acordo com a companhia e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 58 brasileiros embarcaram na aeronave. O último contato do Airbus ocorreu às 23h14 de domingo. As informações são da Associated Press.
Ministro francês volta a descartar terrorismo
O ministro da Defesa francês, Hervé Morin, voltou a declarar ontem que não existe nenhum indício de atentado terrorista no caso do desaparecimento do Airbus A330 da Air France. Ele destacou a ausência de ameaças ou de reivindicação do ato, como é de praxe. Já o secretário dos Transportes, Dominique Bussereau, lançou novo pedido de prudência em relação às hipóteses levantadas.
A aeronave da Air France desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris. De acordo com a companhia e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 58 brasileiros embarcaram na aeronave. O último contato do Airbus ocorreu às 23h14 de domingo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A aeronave da Air France desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris. De acordo com a companhia e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 58 brasileiros embarcaram na aeronave. O último contato do Airbus ocorreu às 23h14 de domingo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Operação Fronteira Sul
Representantes do Centro de Investigações e Análises de Acidentes Aéreos da França (BEA, na sigla em francês) afirmaram neste sábado que o Airbus da companhia aérea Air France que fazia o voo 447 emitiu 24 mensagens automáticas de erros nos sistemas em quatro minutos. Destas, 14 foram transmitidas no primeiro minuto, entre 23h10m e 23h11m, de Brasília.
Uma das mensagens teria acusado a perda do piloto automático, que poderia ter sido desligado pelos pilotos ou automaticamente por perda de velocidade.
"Pode ter sido uma parada voluntária ou uma pane real. O sistema não detecta se depois isso voltou ao normal", Paul-Louis Arslanian, diretor do BEA, em uma entrevista coletiva nos arredores de Paris.
Os especialistas franceses chegaram à conclusão de que tampouco se pode dizer que as condições meteorológicas eram "excepcionais" na região, embora ressaltem que essa análise não leva em conta a composição interna das nuvens, já que só podem ser feitas a partir de imagens de satélites.
As autoridades da França também fizeram questão de destacar que ainda não têm informações suficientes para determinar com precisão o que aconteceu com o Airbus, já que isso só deve ser possível com a análise das caixas-pretas.
Os investigadores correm contra o tempo para localizá-las no oceano. De acordo com Arslanian, assim que uma zona de busca mais restrita puder ser definida, navios vão vasculhá-la com microfones de profundidade.
No entanto, o especialista fez questão de demonstrar a dificuldade de encontrar os equipamentos, que têm o tamanho de uma pilha grande.
Na sexta-feira, o ministro da Defesa da França, Herve Morin, afirmou que um submarino também foi enviado à região das buscas para ajudar a localizar as caixas pretas com um sofisticado sistema de sonar.
UOL
Uma das mensagens teria acusado a perda do piloto automático, que poderia ter sido desligado pelos pilotos ou automaticamente por perda de velocidade.
"Pode ter sido uma parada voluntária ou uma pane real. O sistema não detecta se depois isso voltou ao normal", Paul-Louis Arslanian, diretor do BEA, em uma entrevista coletiva nos arredores de Paris.
Os especialistas franceses chegaram à conclusão de que tampouco se pode dizer que as condições meteorológicas eram "excepcionais" na região, embora ressaltem que essa análise não leva em conta a composição interna das nuvens, já que só podem ser feitas a partir de imagens de satélites.
As autoridades da França também fizeram questão de destacar que ainda não têm informações suficientes para determinar com precisão o que aconteceu com o Airbus, já que isso só deve ser possível com a análise das caixas-pretas.
Os investigadores correm contra o tempo para localizá-las no oceano. De acordo com Arslanian, assim que uma zona de busca mais restrita puder ser definida, navios vão vasculhá-la com microfones de profundidade.
No entanto, o especialista fez questão de demonstrar a dificuldade de encontrar os equipamentos, que têm o tamanho de uma pilha grande.
Na sexta-feira, o ministro da Defesa da França, Herve Morin, afirmou que um submarino também foi enviado à região das buscas para ajudar a localizar as caixas pretas com um sofisticado sistema de sonar.
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Operação Fronteira Sul, voo 447
Operação Fronteira Sul - A operação Fronteira Sul ocorre em toda a extensão da fronteira do Brasil com a Argentina, Uruguai e Paraguai. Além do treinamento dos soldados, a operação visa a reprimir o tráfico de drogas e de armas, coibir roubos e tentar aproximar o Exército da comunidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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